Diário![]() 07/12/2009 13h37
SONETO EM HOMENAGEM AO POETA JOÃO CABRAL
Ainda hei de estar dentro de você
como aquele menino esteve dentro do canavial: sem bússola e roteiro e sem este mar imitando as ondas do derramar da cana. É estranho mas o canavial ensina ao mar um amar seco. Este é o verdadeiro milagre do canavial. E o poeta João Cabral de Melo Neto que sabia disso, nunca deixou de escutar as vozes miúdas que vinham do canavial. E eu que não sei nada, nem da terra, nem do céu, vou beber caldo de cana pra trazer de volta a veemência passional que é a minha cachaça e a minha gana. Publicado por Rubens Jardim em 07/12/2009 às 13h37
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